3.5.06

DICAS PARA A REVELAÇÃO DA ORIGEM:

Comparação: Existem inúmeras histórias de adoção que podem ser contadas como referência. Diante de uma história semelhante, a criança não se vê como uma pessoa diferente das outras.
É importante para a criança visualizar / conferir que tem outras que também não nasceram das barrigas daquelas mães com quem convivem.
Oração: Independentemente do credo religioso, é interessante no momento da oração fazer agradecimentos a Deus por todas as coisas boas, dentre elas: a vida e aqueles que a geraram,daí surgem as figuras dos pais biológicos e a dos pais adotivos, estabelencendo-se à cada um (biológicos e adotivos) a sua importância para a vida da criança. A oração é uma prática interessante, para auxiliar a compreensão da criança pois além de valorizar a Fé, contribui para que não se estabeleça julgamento dos pais biológicos.
Histórias Infantis: Existe um grande repertório de histórias infantis que tem protagonistas adotivos. EX: Mogli foi adotado pelos animais da floresta, assim como Tarzan que foi adotado por Kala, uma macaca. O Super Homem nasceu no Planeta Kripton que foi destruído, quando ele tinha 2 anos, seus pais o lançaram no espaço a bordo de uma nave que caiu numa fazenda, onde o casal de fazendeiros o adotou. O Robin era um menino de rua e foi adotado pelo Batman, que por sua vez, também foi adotado aos 10 anos de idade pelo mordomo, depois da morte dos pais. No Rei Leão , Simba depois da morte do pai, refugia-se na floresta e é informalmente adotado pelo javali chamado Pumba, e um suricate de nome Timão. A revelação da origem do filho adotivo feita através das histórias permite que a criança se coloque no lugar do protagonista, estimulando o imaginário infantil.
Registro Fotográfico: Através da montagem de um álbum fotográfico, mostrar para a criança o repertório de fotos que registram as diversas fases do seu desenvolvimento e a sua história. Nestes casos as primeiras fotos devem mostrar a chegada da criança na casa, as pessoas que compartilharam daquele momento, o quarto que foi preparado para acolhê-lo, etc...Através deste registro fotográfico, os pais vão contando a história, do porque resolveram adotá-lo, de onde ele veio,como foi "escilhido". Essa abordagem contribui para que a criança visualise a sua história, valorizando todas as etapas de sua vida.
O dia da Chegada: É possível criar na família o "dia da chegada", para que anualmente se comemore a "chegada do filho". A criança terá além do aniversário, outra data de comemoração, como se tivesse nascido duas vezes: uma para o mundo, e outra para a família adotiva. Desta forma a criança verá com naturalidade sua história e verá na adoção motivo de alegria.
É importante ressaltar que não existem receitas que garantam o êxito de uma convivência familiar saudável, principalmente em se tratando das relações adotivas. As dicas apontadas podem servir como apoio aos pais que encontram dificuldades em abordar a revelação da origem do filho, no entanto, não são as únicas formas. Os pais devem respeitar o seu estilo, a sua maneira de ser, pois cada situação adotiva é única, assim como as pessoas envolvidas.
O importante é que a revelação leve em consideração a idade da criança, sua capacidade de compreensão e que seja feita de forma gradativa, preferencialmente lúdica, acompanhando o desenvolvimento e a curiosidade apresentada pela criança.
(Texto elaborado por Maria Inês Villalva- Grupo de Apoio à Adoção Laços de Ternura)

3 comentários:

Glaucia disse...

Muito bacana isso, vai me ser muito util!
Como Natinha é mais fácilpois a idade era mior e alembranças mais nítidas , já com a Luana terei deter outros cuidados pois veio muito pequenininha.
Beijos
Glaucia

Anônimo disse...

não tinha pensado nas adoções dos animais, achei uma excelente ideia.

Anônimo disse...

Essa dica das histórias infantis é mt útil. Temos um filho adotado com 2 anos e 9 meses. Agora já tem quatro anos e, devido à gravidez da minha irmã começa a verbalizar dúvidas quanto à sua origem. Ontem, respondendo à sua pergunta de se tinha saído da minha barriga, respondi-lhe que não. Então, perguntou-me se não estava na minha barriga, em que barriga é que estava.
Apanhou-me desprevenida e remeti-o para as suas muito poucas fotografias da sua vida na instituição onde viveu desde muito bebé até vir para nós. Expliquei-lhe tb que nós pedimo-lo muito muito a Deus e que Deus mandou ama fada trazê-lo para nós. No entanto, confesso que me sinto um pouco "perdida" e não sei bem como devo abordar a questão. Como o Manel é um menino muito inteligente e curioso, sei que brevemente virá nova bateria de perguntas quanto à sua origem. Como acham que devo responder? Será que respondi bem?
Obrigada,
Beijos,
Catarina