27.4.07
"Entendemos e respeitamos profundamente o desejo destes pais (que querem adotar um bebê, branco e saudável), porém, precisamos traduzir a realidade da criança em situação de abandono que, na maioria das vezes, não preenche o modelo físico idealizado, mas poderá preencher o coração. Estes são esquecidos em instituições, lares e abrigos da sociedade e poderão se tornar filhos queridos e esperados, basta pararmos para uma reflexão mais profunda .
Entendemos que o verdadeiro amor de pais e filhos se cultiva e para isso não há idade específica, basta apenas disposição para amar continuamente. O amor não é restrito a uma fase infantil, pode ser conquistado a qualquer momento, vários exemplos nos dão mostra contumaz desta verdade.
Não podemos ser egoístas ao ponto de restringir a nossa capacidade de amar apenas para satisfazer nosso desejo pessoal. Busquemos um compromisso com aquele que nos dirá amanhã: 'obrigado papai e mamãe, por me tornar um homem de bem'." - Paulo Sérgio P. dos Santos, filho adotivo, pai de 3 filhos biológicos e 7 adotivos
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