20.8.11

Como aumentar a auto estima de seu filho?




Uma característica marcante, infelizmente, presente nas crianças por muito tempo abrigadas, é a baixa estima.
Uma forma de integrá-las na nova vida e lhes abrir novas possibilidades é, sem dúvida, trabalhar a auto estima; razão pela qual eu imediatamente lembrei deste espaço quando me deparei, aqui, com este texto



"A auto-estima é um ingrediente importante para uma vida feliz e bem-sucedida. A pessoa pode ser abençoada com inteligência e talento, mas se carece de auto-estima, este pode ser um obstáculo em ter sucesso num emprego, num relacionamento e praticamente em todas as áreas da vida.

Os primeiros anos de uma criança são o alicerce para uma auto-estima positiva.

Como pais, não podemos controlar tudo que nosso filho vê, ouve ou pensa, e que contribuirá para sua auto-imagem. Porém há muito que podemos fazer.

Temos a criança nos primeiros anos de vida; Deus nos deu um presente especial – um novo ser humano com uma "lousa em branco". Durante os primeiros anos, aquilo que passa pela cabeça da criança a deixa muito impressionada. Os pais, portanto, têm uma oportunidade de estabelecer uma "conta bancária de auto-estima" na qual a criança armazena muitas coisas positivas sobre si mesma. Nos anos e décadas que virão, esta "conta bancária" compensará as experiências negativas, que são inevitáveis.

Como então fazemos depósitos na conta de nosso filho? Como podemos nós, os pais, construir para a auto-estima de nosso filho? Aqui estão algumas sugestões:


1. Demonstre amor e afeição. Tudo que fazemos com nossos filhos, desde a mais tenra infância, deve ser com afeição e amor. Um bebê tratado com carinho terá um sentimento subconsciente de que é valioso e importante o suficiente para ser amado.

2. Elogie seu filho. Faça elogios ao seu filho sempre que possível, toda vez que ele fizer algo bem feito. Diga: "Estou orgulhoso de você. Você é muito especial. Gostei da sua maneira de fazer isto."

3. Torne seus elogios críveis. É importante, no entanto, que ele acredite nos elogios. Frases exageradas como "Você é o melhor do mundo. Você é a pessoa melhor que já existiu" podem na verdade ser contra-produtivos. A criança desenvolverá um ego inflado, e isso pode afetar seu relacionamento com os amigos, o que a longo prazo terá um efeito negativo sobre sua auto-estima.

4. Estabeleça metas para seu filho. A meta deve ser algo passível de atingir – vestir-se sozinho, conseguir uma determinada nota na próxima prova escolar. Estabeleça metas que sejam apropriadas para a idade e capacidade da criança (estabelecer um objetivo inatingível terá um efeito negativo). À medida que a criança se aproxima da meta, estimule-a e elogie cada sucesso ao longo do caminho. Quando a criança atinge a meta, cumprimente-a e reforce sua auto-imagem como realizadora.

5. Critique a ação, não a pessoa. Quando a criança faz algo negativo, diga: "Você é uma criança especial e muito boa, não deveria estar fazendo isso", em vez de dizer "Você é mau".

6. Confirme os sentimentos do seu filho. Quando seu filho recebe um golpe na sua auto-estima, é importante validar seus sentimentos. Por exemplo, se a criança se ofendeu com um comentário maldoso de um amigo ou professor, diga a ela: "Sim, você ficou ofendida por aquilo que a pessoa disse" ou "Você se ofendeu com o fato de que a outra pessoa não gosta de você". Somente depois que a criança sentir que seus sentimentos foram validados, ela se abrirá, permitindo que você lhe aumente a auto-estima, apontando pessoas que gostam dela, e as coisas positivas que outros disseram a respeito dela.

7. Tenha orgulho do seu filho. De maneira regular, você deve lembrar-se de dizer ao seu filho como você se sente feliz e orgulhoso por ser pai/mãe dele.

8. Fale positivamente sobre seu filho na presença de pessoas importantes na vida dele, como avós, professores, amigos, etc.

9. Nunca compare seu filho com outras crianças, dizendo: "Por que você não é como Carlinhos?" Quando esse tipo de comparação for feita por outras pessoas, diga ao seu filho que ele é especial e único à sua maneira.

10. Assegure que outras pessoas que lidam com seu filho conheçam seus pontos positivos. No início do ano escolar, fale com os professores de seu filho e diga-lhes quais são seus pontos fortes, assim a professora terá uma atitude positiva neste aspecto e continuará a reforçar aqueles pontos fortes.

11. Diga ao seu filho, sempre, que o ama incondicionalmente. Quando eles falham, ou fazem algo errado, lembre-se de dizer: "Você é especial para mim, e sempre o amarei, não importa o que aconteça
!"

12. Cuide de sua própria auto-estima. Você precisa enxergar-se sob uma luz positiva. Pais que não têm auto-estima terão dificuldades em criar um filho com uma elevada auto-estima. Um pai positivo é aquele que sabe que não é perfeito, mas se valoriza, e está sempre tentando crescer e melhorar.


texto retirado do site http://www.chabad.org.br

11.8.11

Desafios da Adoção Tardia

A psicóloga Marlizete Maldonado Vargas, professora da Universidade Tiradentes, em Alagoas, não tem filhos adotivos, mas acompanha de perto, desde a década de 90, a situação de crianças em abrigos. É autora de Adoção tardia - da família sonhada à família possível e, nesse ano [2010], publicará um novo livro, sobre a experiência de acompanhar, durante 16 anos, quatro jovens que viviam em abrigos. "Hoje, a maioria está integrada e nem lembra que foi adotada aos três ou quatro anos de idade. São filhos. Ponto". Marlizete falou à CRESCER sobre o processo de adoção tardia.


CRESCER: Como a família pode se preparar para uma adoção tardia?
Marlizete Vargas:
Informando-se através de sites, participando de grupos de discussão em vários blogs que possibilitam a troca de experiências. Mas, antes das informações, o mais importante é a disponibilidade para estar com a criança e possibilitar a troca afetiva, para uma relação profunda, verdadeira e amorosa.

C: Como conquistar o amor de uma criança que já passou por outra família ou pelo abrigo?
MV:
A confiança da criança de que não será abandonada ou machucada a novamente parece ser o ponto crucial para o processo de vinculação. Ela necessita de segurança e suporte para perceber que não está só no mundo. Essa segurança é passada através do amor incondicional, dos limites, do estímulo para que a criança expresse o que está sentindo e da ajuda para que ela compreenda as primeiras fases do processo de adaptação à nova família.

C: E a questão do passado da criança, como lidar com ela?
MV:
Como parte importante da vida da criança, que deve ser preservada enquanto história que todos temos. Não use o "passado" de abandono, de institucionalização do filho adotivo para justificar problemas no presente, mas como informações importantes que embasem melhores estratégias para mudar seu futuro.

C: Quais desafios os pais devem esperar quando o filho adotivo chega à adolescência?
MV:
A adolescência pode representar, sim, uma fase de turbulências, de questionamentos, de vir à tona vivências infantis e, junto com elas, as histórias que continuaram confusas, obscuras. No resgate da história do adolescente adotivo, existem as perdas das figuras familiares anteriores, a angústia ante o desconhecido que se perdeu lá atrás, a necessidade de falar sobre suas origens - "conhecer quem eu sou para saber para onde vou". Mas isso apenas se intensifica na adolescência. Minha experiência tem demonstrado que o pior inimigo do jovem em conflito na família é o silêncio, o não poder falar de algo que todos sabem mas fazem de conta que é segredo - os tabus familiares, e a adoção costumava se um desses tabus.

C: Onde a família pode encontrar grupos de apoio à adoção no Brasil? MV:
No portal da ANGAAD, Associação Nacional dos Grupos de apoio à adoção (www.angaad.org.br), encontram-se cadastrados 56 grupos de apoio à adoção espalhados pelo país, a maioria com páginas de conteúdo informativo, de notícias e eventos, ou com uma série de endereços para contatos com os membros dos grupos.

29.5.11

Como adotar uma criança?

  
 (Pintura de Norman Rockwell)

Este artigo, adaptado (com algumas modificações0 do site da revista Crescer , ajuda em muito os pretendentes à adoção.  Leitura muito recomendada!


Você quer adotar uma criança, mas não sabe por onde começar? Então, saiba que não está sozinho.

De acordo com a pesquisa
Percepção da População Brasileira sobre a Adoção, da Associação dos Magistrados Brasileiros, feita em 2008, a maior parte da população brasileira não sabe quais são os passos para a adoção. Os números espantam: cerca de 37% deles procurariam crianças e maternidades e 28% em abrigos. Apenas um terço recorreria ao local certo, as Varas da Infância e Juventude espalhadas pelo país.

Para ajudá-lo nessa tarefa, a Crescer listou os 10 passos principais que você deve seguir. Confira:


1.
Procure o Juizado da Infância e da Juventude mais próximo de sua casa para entrar no Cadastro Nacional de Adoção (se preferir, você pode contratar um advogado de Família de sua confiança, especializado em processos de adoção). Ligue antes para saber quais documentos levar – eles variam entre os juizados. Pessoas solteiras, divorciadas e judicialmente separadas também podem adotar, desde que sejam maiores de 18 anos (artigo 1618 do Código Civil) e pelo menos 16 anos mais velho que o adotado (art. 1.619) . A Justiça ainda não prevê adoção por casais homossexuais, mas é cada vez mais comum pais do mesmo sexo conseguirem registrar a criança no nome dos dois após decisões judiciais.

2.
No cadastro, indique o perfil da criança que deseja. Você pode escolher o sexo, a idade (no caso de crianças maiores de 3 anos, é chamada de adoção tardia), o tipo físico e as condições de saúde. Pense com calma e converse com outros pais para saber o que é bacana e o que não é em cada escolha.

3. Entregues os documentos
uma psicóloga do juizado agendará uma entrevista para conhecer seu estilo de vida, renda financeira e estado emocional. Ela também pode achar necessário que uma assistente social visite sua casa para avaliar se a moradia está em condições de receber uma criança. Teoricamente, o poder aquisitivo influencia, mas não é decisório.

4.
A partir das informações no seu cadastro e do laudo final da psicóloga, o juiz dará seu parecer. Isso pode demorar mais ou menos, dependendo do juizado. Com sua ficha aprovada, você ganhará o Certificado de Habilitação para Adotar, válido por dois anos em território nacional.

5.
Sua ficha pode não ser aprovada. O motivo pode ser desde a renda financeira até um estilo de vida incompatível com a criação de uma criança. Se isso acontecer, procure saber as razões. Você poderá fazer as mudanças necessárias ou até mesmo recorrer à Justiça e começar o processo novamente.

6.
Com o certificado, você entrará automaticamente na fila de adoção nacional e aguardará até aparecer uma criança com o perfil desejado. 

7.
A espera pela criança varia conforme o perfil escolhido. Meninas recém-nascidas, loiras, com olhos azuis e saúde perfeita – a maioria dos pedidos – podem demorar até cinco anos. A lei não proíbe, mas alguns juízes são contra a separação de irmãos e podem lhe dar a opção de adotar a família toda. E não esqueça: a adoção depende do consentimento dos pais ou dos representantes legais de quem se deseja adotar, além da concordância deste - se tiver mais de 12 anos. A exceção fica para o caso de criança ou adolescentes cujos pais sejam desconhecidos, falecidos ou tenham sido destituídos do poder familiar (o antigo pátrio poder).

8.
Você é chamado para conhecer uma criança. Se quiser, inicia-se o estágio de convivência. Quando o relacionamento corre bem, o responsável recebe a guarda provisória, que pode se estender por um ano. No caso dos menores de 2 anos, você terá a guarda definitiva. Crianças maiores passam antes por um estágio de convivência, uma espécie de adaptação, por tempo determinado pelo juiz e avaliado pela assistente social.

9.
Depois de dar a guarda definitiva, o juizado emitirá uma nova certidão de nascimento para a criança, já com o sobrenome da nova família. Você poderá trocar também o primeiro nome dela. As relações de parentesco se estabelecem não só entre o adotante e o adotado, como também entre aquele e os descendentes deste e entre o adotado e todos os parentes do adotante.

10.
E, por fim, lembre-se do mais importante: o vínculo de amor não depende da genética.

Fonte:
Luiz Octávio Rocha Miranda, advogado especializado em Direito de Família e membro do IBDFam (Instituto Brasileiro de Direito de Família)

25.5.11

Dia Nacional da Adoção




Hoje, 25 de maio, é dia Nacional da Adoção.

Ok, vc gosta da idéia, simpatiza com a causa, pensa em adotar, mas sabe de verdade o que é adotar?

Encontrei este texto na net, é de fácil leitura e tem bastante informações.

No dia 25 de maio é comemorado o dia da adoção, criado em 1996 no I Encontro Nacional de Associações e Grupos de Apoio à Adoção.
A adoção é uma realidade social que se concretiza através de ato jurídico, que “cria entre duas pessoas vínculo de parentesco semelhante à paternidade e filiação”.
Muitas pessoas que não puderam ter filhos encontram filhos que não possuem pais, que foram abandonados e recolhidos por orfanatos e outras instituições. Mas existem outros casos, como de pessoas que querem ajudar, cumprir seu papel social diante de uma sociedade injusta, que não oferece as mesmas oportunidades de vida para todos.
O processo de adoção não é fácil. As pessoas interessadas nas crianças ou adolescentes devem apresentar uma documentação sobre suas condições de vida, para garantir que a pessoa adotada terá conforto e segurança, que irá ser bem tratada e receberá dos pais adotivos amor, carinho e atenção.
Porém, existem vários mitos sobre a adoção, que muitas vezes prejudicam que pessoas se interessem em criar e educar uma criança ou jovem que não tenha laços consanguíneos.
- Dizer que toda criança adotada é problema é um erro. A criança aprende aquilo que vivencia e quanto mais nova for adotada, mais terá chances de se adaptar ao modelo familiar em que vive.
- Tentar esconder da criança que a mesma é adotada também é um erro, pois é melhor manter uma relação aberta e livre de qualquer tipo de preconceito.
- Crianças com cor de pele diferente da família não são discriminadas ou recebem tratamento diferente de outras pessoas da família. Isso pode ocorrer nos meios sociais em que a família frequenta.
- Filhos adotivos não têm dificuldade em amar seus pais (adotivos), pelo contrário, revelam-se atenciosos e carinhosos com os mesmos, mas isso depende da forma como são tratados.
- Os filhos adotivos não ficam lembrando-se de sua família de origem. Pelo contrário do que se imagina, se as relações familiares não eram boas, se houve abandono, o vínculo afetivo não foi construído de forma positiva, portanto não provoca boas lembranças.
Hoje em dia temos visto uma série de artistas famosos mantendo a atitude de adotar crianças, tentando cumprir seu papel social, numa demonstração de afeto e de entrega às crianças carentes. A grande revelação é o casal Brad Pitt e Angelina Jolie que já está no terceiro filho adotivo, mesmo podendo ter seus filhos consanguíneos, que também somam três. A cantora Madonna também é um exemplo disso, nos últimos anos também manteve a atitude de adotar, mesmo tendo tido dois filhos próprios.
Com a constituição de 1988, ficou determinado que “os filhos adotivos terão os mesmos direitos e qualificações, proibidas quaisquer designação de discriminação relativa à filiação”, ou seja, filhos adotivos e consanguíneos terão os mesmos direitos.
Para inserir a criança ou adolescente em família substituta é necessário passar por algumas etapas: a guarda, onde coloca-se o sujeito a ser adotado na família, onde os pais devem ter a responsabilidade de prestar assistência material, moral e educacional; a tutela, feita através das entidades públicas, a fim de proteger a criança ou jovem, cuidando de seus interesses, acompanhando todos os atos da família com o mesmo e vice-versa; a adoção, formalizada em ato jurídico, onde forma-se um vínculo fictício de filiação, que mais tarde deverá tornar-se verdadeiro.
Num pequeno trecho do livro “Você não está só”, de George Dolan, o amor que nasce entre a família e o adotado fica bem caracterizado, na fala de crianças que conversam sobre adoção, após terem visto numa fotografia, um menino com os cabelos de cor diferente. Uma delas diz que a criança diferente pode ter sido adotada e, quando questionada por outra sobre o que é isso, responde: “- quer dizer que você cresce no coração da mãe, em vez de crescer na barriga.”
Assim, podemos dizer que a adoção é um ato de entrega e de amor!
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

Quer saber mais?
Pergunte o que gostaria de saber, se a gente souber, responde!!!

5.5.11

Porque ser Mamãe? (editado)

"Eu escolhi ser mãe! Fui atrás, busquei, lutei e amei.
Sempre tive mil dúvidas pairando na minha cabeça, desde as mais bobas, como o que comer em determinada refeição do dia, até as mais nobres e discutidas por sábios como De onde nós viemos? Deus existe? Existe vida após a morte? "Você pensa demais Dea!" Meu marido é taxativo...
Entretanto, de uma coisa nuca tive dúvida: Eu sempre quiz ser mãe! Eu não fui mãe por fluxograma ou obrigação, fui mãe por que sempre quiz isso para mim. Sou hoje a mãe feliz de 2 meninos, mas se não fosse pelo bolso, seria mãe de pelo menos 6 crianças e sei que as amaria da mesma forma, afinal amor não se divide, se multiplica.
Para mim resume-se assim: Primeiro sinto que sou mãe....depois bemmmmmm depois vem o restante dos meus sentimentos! rs
Bjs com td meu carinho em tds as mães." (Dea, mamãe do Henrique e do Guilherme)


"Eu quis ser mãe. Não aconteceu por acaso, foi uma escolha mais do que pensada.Muita gente diz que ter filhos é um ato egoísta, e é mesmo. Ter filhos faz mais bem para a gente do que para eles. Meus filhos me trouxeram a oportunidade de redescobrir o  mundo, de reaprende-lo com outros olhos. Me fizeram ver que existem outras necessidades e assim, ao me obrigarem a repensar minhas verdades, me tornaram um ser humano melhor. Muitos dizem que eles são garotos de sorte pq vieram para nossa família; mas nós é que somos imensamente afortunados pq eles estão conosco." (Adriana, mamãe do João e do Pedro)


"As pessoas associam a maternidade a mulheres, mas a verdade não é bem assim. Tem mulheres que nasceram para ser mães, outras não. Com o passar dos anos, acho que posso me incluir no primeiro caso. Adoro tudo da maternidade. Gosto de levar meu filho à escola, ao futebol, ao judô. Adoro almoçar, conversar, rir e assistir televisão com ele. Gosto de trazer seus amiguinhos para casa e vê-los brincando. Gosto de ir à reunião de pais, falar sobre ele e saber detalhes sobre seu desempenho. Amo colocá-lo para dormir, contar uma história e vê-lo pegar no sono tranqüilo. Falar 50 vezes a mesma coisa cansa, mas depois que vejo que consegui convencê-lo a escovar os dentes, guardar os brinquedos e cessar uma birra, fico muito feliz. O que eu não gosto da maternidade? Não sei, provavelmente quando o Giovanni fica doente, abatido e triste. Agora quando me perguntam por que ser mãe? Acho que porque queria viver tudo isso para ser verdadeiramente feliz ao lado de meu amado marido.   " (Salete, mamãe do Giovanni).

13.4.11

Bullying Social? Texto de Paulo Wanzeller - GAA Renascer - Belém do Pará

Há que se ter coerência na vida!
Uma das coisas mais difíceis é a construção de um novo conceito, seja social ou científico no sentido essencialmente pedagógico.
Modificar conceitos; criar novos padrões de comportamento; educar as pessoas dá trabalho, são lutas, movimentos sociais, batalhas silenciosas, até mesmo uma revolução ou tragédia pode modificar um conceito ou uma postura.
Os fenômenos sociais estão aí mesmo para provar isso, hoje percebemos que o que antes era apenas “tirar onda” “apelidar”, “xingar dando risada” ou mesmo um “zoar com o outro”, hoje, chamamos de bullying; um novo conceito se formou e veio à tona que humilhar o outro é uma forma cruel de agressão que precisa ser estudada, precisa ser esclarecida a ponto de ser realmente percebida ao menor sinal e precisa, principalmente, ser coibida.
Mas o que é efetivamente o bullying? Precisa ter ou atingir efetivamente pessoa certa e determinada?
Precisa ser concretizada a certa pessoa? ou a indução psicológica também é bullying?
E as ofensas indiretas, aquelas ditas de “soslaio” também se enquadram neste conceito?
Ressaltar esta ou aquela característica de uma pessoa de forma negativa generalizando a peculiaridade é bullying? É aí que está a sutileza do bullying indireto.
O Brasil perplexo desde ontem, um desequilibrado psicológica e emocionalmente, digno de misericórdia, é autor de uma das mais terríveis tragédias que o Brasil já teve notícia. E, ele, o autor, imaginem, não foi criado pela mãe biológica, diz a imprensa sensacionalista, ele era FILHO ADOTIVO! Ele FOI ADOTADO quando ainda era um bebê!
Quando é para falar de bullying, de humilhações entre adolescentes a imprensa vibra, rodas de jornalistas, assistentes sociais, psicólogos, pedagogos são formados para discutir sobre o episódio, até aí está tudo certo.
O que não se percebe e nem se dá conta é que generalizar, ressaltar a adoção de forma negativa, seja na imprensa, seja na mídia em geral, também é bullying, e pior, é uma forma de disseminar uma espécie de bullying social que sutilmente atinge muitas pessoas de forma generalizada, mas com a mesma crueldade que as situações concretamente postas nos exemplos atuais do bullying.
É incoerente a imprensa dizer que a sociedade brasileira nunca foi tão aberta à adoção; que crescem os números de pais no Cadastro Nacional de Adoção diariamente, reportagens sobre os “abrigos”, crianças à espera de pais, preconceitos de adotantes quanto às características do futuro filho, tudo se fala buscando divinizar a adoção, chego a ver as lágrimas nos olhos de repórteres quando falam de adoção, mas, se um filho por adoção, comete uma barbaridade; pronto! O que a imprensa diz? ELE É ADOTADO, demoniza-se o instituto, sem se importar que, milhares de brasileiros são filhos por adoção e que durante muito tempo serão olhados como “portadores de genes” iguais aos do algoz de Realengo.
Precisamos nos manifestar, precisamos mostrar que os filhos adotados são milhares e que não estão no abismo do desequilíbrio psicológico motivados pelo processo de filiação, se abrirmos os jornais hoje, amanhã ou depois de amanhã, constataremos que crimes bárbaros não são peculiares da filiação adotiva, e que ser filho adotivo não é a força propulsora da indignidade, do desequilíbrio psicológico.

Paulo Wanzeller

26.1.11

Tem feijões nascendo em cima do meu filtro



Amo blogs de decoraçao... fico horas vendo aquelas fotos de casa tão lindas, perfeitamente desarrumadas, aqueles livros tortos em cima da mesa de centro, ou aquela manta de sofá jogada estrategicamente de lado, compondo aquele ambiente perfeito.
Sofá branco, parede colorida, tá na moda os adesivos, copos e talheres... mesa arrumada pra almoço, pro café, pro jantar...

Na minha casa o sofá é laranja, com marquinhas de algum liquido derramado, descobri marcas de beijo de baton atrás da porta do armário do banheiro, batom de muuitas cores, e vez ou outra acho uma adesivo (figurinhas) colado aqui e acolá.

De repente, chego do trabalho e me deparo com um relógio dentro da fruteira, um brilho labial dentro da geladeira e feijões nascendo em cima do filtro da cozinha.... Depois de dias lutando com elas, as roupas limpas ainda permaneciam sem dobrar sobre a cama do quarto de hóspedes. Nunca encontro meus chinelos, mas tropeço em vários pares de mini sapatos pela casa. Sem contar os cadernos, revistas, robozinhos, rodinhas soltas, cartinhas e mais cartinhas, pedaços de quebra cabeça, no sofá, no quarto, na cozinha, em toda parte....

Os feijões são parte da experiência escolar da minha filha, que se empolgou tanto e plantou mais quatro.. e tá curtindo ver as plantinhas crescerem.

A mesa nunca está posta mas a gente sempre come junto, mas pra que ser sempre no mesmo lugar? Vamos juntos pra sala, pra varanda, pro chão.. onde der vontade, desde que juntos.

Percebi que minha casa nunca será a casa da revista milimetricamente planejada com aqueles quadros lindos desalinhados na parede, pq no lugar deles, tenho porta retratos que não combinam, um do desenho carros, ao lado de outros mais clássicos, com fotos de momentos lindos da minha vida... meu casamento, a chegada dos meus filhos, os aniversários, o natal e aquela viagem especial.

Antes da chegada dos meus filhos, havia uma certa organizaçao no meu lar doce lar, tipo, se uma caneca de café ficasse esquecida perto do computador, certamente permaneceria ali uns dias até o dono levar para a pia... Agora, você pode encontrar uma não, mas várias coisas espalhadas pela casa, mas elas mudam de lugar o tempo todo, aparecem coisas novas, de repente tudo adquiriu vida.

Enfim, acho que é exatamente essa a ecplicaçao... tudo ganhou vida!
Pois além dos brinquedos, livros, mochilas e roupas espalhadas pela casa, também existem risinhos, gritinhos, a palavra "mããe!" falada umas 957 vezes por dia, som de tv em desenho animado e muitos beijos soltos pelo ar.

Minha casa nunca será uma casa de revista de decoraçao, pois as fotos nunca vão expressar todo amor e toda vida que ela contem.

Ser feliz é simples assim!

Texto da mamãe Giselle Dutra

6.11.10

TELETON




Hoje é um dia muito especial!

Dia de abrirmos nossos corações para as lindas crianças da AACD.

Com apenas R$ 5,00 podemos fazer uma grande diferença na vida de um pequenino que precisa de nós.

Assistam agora mesmo o programa do Teleton no SBT e conheçam um pouquinho como a AACD é uma instituição séria e modifica a vida dos nossos brasileirinhos.

Façam sua doação pelos telefones 0500 12345 05 (R$ 5,00) -
0500 12345 10 (R$ 10,00) -
0500 12345 20 (R$ 20,00) ou
0800 775 2010 (para R$ 30,00 ou mais).

Também podemos doar pelo site www.teleton.org.br .

21.10.10

Adoção: caminho entre família pretendente e criança pode ser encurtado

Já está disponível para membros do Ministério Público em todo o Brasil o acesso ampliado ao Cadastro Nacional de Adoção (CNA), mantido pelo Conselho Nacional de Justiça. A medida permite que Promotores e Procuradores de Justiça da área da infância façam o cruzamento dos dados disponíveis no banco, comparando informações sobre as pessoas habilitadas para adoção com os perfis das crianças e adolescentes na fila de espera por uma família substituta em todo o país.

O acesso ampliado era exclusivo para juízes e foi estendido aos membros do MP depois de negociação conduzida pela Comissão de Infância e Juventude do CNMP. O objetivo é democratizar o acesso à informação no sistema de Justiça e, com isso, dar os membros do MP mais subsídios para uma atuação cada vez mais efetiva na área, explica a conselheira Sandra Lia, presidente da Comissão. "Esta mudança dará mais agilidade ao processo de adoção porque, a partir de agora, será possível fazer uma varredura na lista de pretendentes e de crianças e adolescentes em todos os estados", diz o coordenador do Centro de Apoio às Promotorias de Justiça da Infância e Juventude do MPRN, Sasha Alves.
Através do cadastro nacional, o Promotor de Justiça poderá fazer a busca por perfil da criança, incluindo idade, raça, se tem irmãos, estado de saúde, local de origem. E ainda é possível fazer a busca por perfil geral, sem restrições.

No Rio Grande do Norte, Ministério Público e Poder Judiciário estão fazendo uma capacitação de juízes e Promotores de Justiça sobre a importância do cumprimento da lei que determina a adoção através do cadastro nacional. O objetivo é combater a prática cultural da entrega direta da criança a uma família que não tenha esteja incluída no cadastro. Só pessoas que já fizeram o curso sobre adoção, ministrado pelo judiciário, podem estar no cadastro. São cidadãos individuais ou famílias que passam por treinamento para compreender o que é a adoção, a importância deste processo na vida de uma criança e do próprio adotante. O próximo treinamento de magistrados e membros do MP será em Natal, dia 4 de novembro e em Mossoró, dia 11 de novembro.

Este curso é necessário porque mesmo no judiciário e no MP ainda há o conceito de que é da mãe o direito de escolher a quem entregar o filho para adoção. O problema é que esta informalidade pode esconder uma mãe que está abrindo mão do filho por problemas financeiros, porque foi abandonada pelo companheiro, porque é adolescente e não necessariamente porque não quer criar o filho. E estes motivos, podem fazer esta mulher querer desistir de entregar o bebê, casos estes problemas sejam resolvidos. "Por isso, é importante que a decisão da mãe de não ficar com o filho seja acompanhada pelo judiciário e pelo Ministério Público", explica Sasha Alves.

Autor: Assessoria de Imprensa do MPRN
Extraído de: Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte - 21 horas atrás

CRIANÇA

De tudo o que nos cerca na vida, um dos dons mais preciosos que Deus nos proporciona é a presença da criança.

Ela tem o dom especial de dar sabor e graça a tudo. Contenta-se com tão pouco: um passeio, um por de Sol, um pacote de pipoca.

E tem a pretensão de que o mundo inteiro lhe pertence. É sua a árvore, a bola, a peteca. É seu o pássaro, o jardim. São seus o carro do papai e o batom da mamãe.

Uma criança nasce com um brilho angelical e mesmo crescendo, sempre fica um elo de luz suficiente para nos cativar o coração, mesmo que ela se sente no lodo, chore a todo o volume, faça um berreiro ou ande pela casa se gabando depois de vestir as melhores roupas e sapatos de sua mãe ou de seu pai.

Ela pode ser a mais carinhosa do mundo e parecer a mais ingênua, até o ponto de esgotar a nossa capacidade de responder perguntas.

Quando está brincando, produz todo tipo de ruídos que nos colocam os nervos à flor da pele.

Quando a repreendem ela fica quietinha, faz beicinho, carinha de choro. Mas continua com esse brilho angelical nos olhos.

Ela é a inocência jogada na terra, a beleza fazendo cambalhotas e também a mais doce expressão do amor materno, quando acaricia e faz dormir a sua boneca ou o seu bichinho de pelúcia.

Quando Deus a cria, utiliza uma parte da matéria-prima de muitas de suas criaturas. Usa os gorjeios do sabiá e os saltos do gafanhoto, a curiosidade e a suavidade do gato, a ligeireza do antílope e a teimosia de uma mulinha.

Gosta de sapatos novos, de sorvete, brinquedos, do jardim de infância, dos companheiros de folguedos e de correr atrás dos pombos e do gatinho.

Adora livros de colorir, as lições de dança, a bola e o patinete.

Ama a praia, o sol, o mar, as férias, o luar e as estrelas.

Não gosta que lhe penteiem o cabelo e é a mais ocupada criatura na hora de ir para a cama, porque sempre precisa acabar alguma coisa que ainda nem começou.

Ninguém nos dá maiores aflições ou alegrias, desgosto ou satisfações ou o mais legítimo orgulho.

Pode bagunçar nossos papéis de trabalho, o cabelo e a roupa. É especialista em nos pedir tempo para compartilhar das suas brincadeiras e tem uma fértil imaginação.

Às vezes, pode parecer uma calamidade que quase nos desespera com tantos ruídos e travessuras.

Mas quando sentimos que as nossas esperanças e desejos estão a ponto de cair por terra, quando o mundo parece que se fecha para nós; quando chegamos a pensar que o fracasso logo nos alcançará, ela nos converte em majestades, quando se senta em nossos joelhos, passa os bracinhos pelo nosso pescoço e pede para contar um segredo no ouvido, e diz: Eu te amo!

***

As crianças são como espelhos. Na presença do amor, refletem o amor. Quando o amor está ausente, elas nada têm a refletir.

Guardamos sérias responsabilidades para com esses espíritos que nos foram confiados por Deus, nosso Pai.

17.10.10



Expectativas irreais podem se transformar em depressão pós-adoção.

“As pessoas normalmente sabem o que é a depressão pós-parto, mas o bem-estar emocional de pais adotivos quando se deparam com uma criança no seu dia a dia é pouco conhecido”, explica Karen Foli, pesquisadora da Universidade de Purdue, EUA. “Em nosso estudo, a grande maioria dos pais adotivos disse ter passado por um período de depressão após a criança a qual adotaram ter começado a viver com eles. Isso se deve a expectativas em excesso e à pressão sentida por parte dos amigos, da família, da sociedade e mesmo da criança.”
“Os amigos e a família, por exemplo, não parecem oferecer o mesmo apoio emocional que pais com filhos biológicos recebem. Além disso, os laços afetivos com a criança adotada precisam ser construídos antecipadamente, o que nem sempre acontece”, diz Foli.
Os sintomas desse tipo de depressão incluem humor mais negativo, perda de interesse por atividades que antes davam prazer, variação no peso, dificuldades de dormir ou sono em excesso, sensação de agitação, fadiga, culpa excessiva e indecisão.
“A depressão pós-adoção não afeta somente os pais adotivos, mas as crianças envolvidas no processo também”, diz a pesquisadora, que acompanhou mais de 20 casais de pais adotivos, além de especialistas e profissionais. O estudo foi publicado no periódico Western Journal of Nursing Research.

Ênfase no processo de adoção e não no novo papel dentro da família

“Os pais adotivos passam boa parte do tempo anterior à adoção tentando comprovar que eles não serão somente bons pais, mas ‘superpais’, pois o processo de adoção pede que eles sejam mais do que interessados. Profissionais, família e amigos os fazem questionar o processo o tempo todo e essa reação é normal”, diz Foli. “Mas é possível que os sentimentos de legitimação como pais ou mesmo não conseguir criar laços afetivos com as crianças podem fazer todo esse esforço ruir repentinamente.”
Outros fatores que contribuem para a depressão pós-adoção podem incluir as expectativas de que as crianças criem laços afetivos intensos e imediatos – aceitarem os pais adotivos incondicionalmente nas primeiras semanas –, falta de exemplos de casais na mesma situação e mesmo a resposta da sociedade à nova família formada por pais e crianças adotivas.
Além disso, o processo de adoção pode ser longo e cansativo, podendo comprometer o bem-estar e a saúde mental dos pais de outras formas, levando ao estresse, por exemplo. “Muitas vezes o processo de adoção é mais presente na vida dos casais do que a preparação para se tornarem pais de um filho não biológico.”
Os profissionais que participaram da pesquisa também indicaram que os pais têm grande temor de demonstrar seus anseios e preocupações, pois isso, de alguma forma, os envergonha e traz o sentimento de terem falhado. Além disso, o sentimento de culpa por não conseguirem fazer a criança se sentir confortável pode ser desastroso para a situação.
“É preciso que os profissionais envolvidos no processo de adoção tenham em mente esse tipo de situação. Detectar os primeiros sinais de depressão ou saber como está o bem-estar mental dos pais pode levar a famílias mais saudáveis e felizes. E os pais precisam ser alertados de que pedir ajuda em uma situação como essa pode ser melhor para seus filhos e para o futuro da família”, diz a pesquisadora.

com informações da Purdue University

Texto copiado de "O que eu tenho"

16.10.10

Um Mundo Para Nós



Queridos amigos,

Hoje estou muito feliz porque meu projeto social em benefício das crianças, Um Mundo Para Nós, voltou à ativa.
Gosto muito de trabalhar na conscientização dos meus alunos para a necessidade de ajudar o próximo.
Visitem o novo blog do projeto UMPN e saibam como ajudar!

16.10.09

Família

Texto que a minha filha Raquel (12 anos) escreveu para meus pais no último final de semana:

"Família é uma palavra muito forte, é ter amor, carinho, paciência, sinceridade um pelo outro, que é o que tenho pela minha.
Mas família não é só ter filho do parto cesariano ou normal, nada a ver. Podemos ter uma família adotiva e não precisamos ser iguais uns aos outros.
Podemos ter morenos, ruivos, brancos, loiros, negros, deficientes...Mas mesmo tendo uma família diferente ou igual temos e podemos ser felizes como todos os seres humanos podem também."

6.10.09

Se a gente for verificar o perfil pretendido, vai ver que a grande maioria das pessoas prefere meninas. Isso tem uma explicação muito simples, a crença de que meninas são mais amorosas, mais calmas e mais companheiras. Mas eu, como mães de meninos, ouso discordas. Descontando o fato real de que meninos não gozam do privilégio de terem vitrines inteiras de roupas e sapatos, são uns doces... e só mesmo os discrimina quem não os tem por perto, kkkk;


Sou apaixonada por este texto, enviado pela Déa em 2007... e que na minha opinião, retrata com perfeição estas criaturas...


"O que é um menino?" João José Marell
Os meninos vem em tamanhos, pesos e cores variados.
Eles estão em toda parte em cima, embaixo, lá dentro, lá fora, pulando, correndo...
As mães os adoram, as meninas os detestam, os irmãos mais velhos também, os estranhos os ignoram, e o céu os protege.

Um menino é a verdade de cara suja, a sabedoria de cabelos desgrenhados,
a esperança com uma rã no bolso.
Os meninos têm o apetite de um cavalo, a digestão de um avestruz, a energia de uma bomba atômica, a curiosidade de um gato; os pulmões de um político, a imaginação de um Julio Verne, a timidez da violeta, a audácia do tigre, o entusiasmo de um líder -
e quando fazem algo, têm cinco polegares em cada mão.

Adoram doces, canivetes, serras, novidades, história em quadrinhos, o filho do vizinho, o campo, a água (menos do banho), os animais, o PAPAI, trens, domingos de manhã e carros de bombeiros.
Detestam visitas, rezas, escolas, livros sem figura, aulas de música, gravatas, o barbeiro, meninas, casacos, adultos e a hora de dormir.
Não há quem se levante tão cedo, nem quem se sente á mesa tão tarde.

Não há ninguém como eles para meter num só bolso um canivete enferrujado, uma fruta pela metade, um pedaço de cordão, um saco de pano vazio, dois bombons, seis moedas, um pedaço de algo desconhecido, e um autêntico anel supersônico de plástico e com um compartimento secreto.

Um menino é uma criatura mágica.
Você pode fechar-lhe a porta do armário, mas não a do seu coração;
pode expulsá-lo do estúdio, mas não da sua mente.

Todo o poder do mundo a ele se rende.
Ele é o nosso amo e chefe, ele, que é só um monte de ruídos com cara suja.
Porém, quando você chega em casa à noite, com suas esperanças e ambições destruídas, ele pode tudo remediar com um sorridente:

OI MAMÃE! OI PAPAI!

10.8.09

Mais dois textos...

Achei mais textos, bem conhecidos, mas sempre bem vindos...


Não habitou meu ventre,
mas mergulhou nas entranhas da minha alma...
Não foi plasmado do meu sangue,
mas alimenta-se no néctar de meus sonhos...
Não é fruto de minha hereditariedade,
mas molda-se no valor de meu caráter...
Se não nasceu de mim,
certamente nasceu para mim...
E se mães também são filhas,e se filhos todos são...
duplamente abençoado és,
meu filho do coração!!






9.8.09

OS OLHOS DO NOSSO FILHO

Navegando no Orkut, achei este texto na apresentação de uma amiga.... não resisti e trouxe para cá.. espero que vcs tb gostem.



Os olhos do nosso filho

Os olhos do nosso filho
São ainda de cor incerta
Não sei sequer se existem
Vão ser de Deus uma oferta

Existem na minha alma
Cravados no meu semblante
Os olhos do nosso filho
Que teve nascer errante

Foste esculpido a preceito
Nas entranhas de outro ser
Não vais sorver do meu peito
Este meu longo querer

E nestas voltas da vida
Cuidou-te Deus sem saber
Para que não herdes no sangue
Este meu estéril sofrer

Não vais nascer de mim
De outro ventre virás
Mas filho da minha alma
Tão amado serás!

E nesta triste incerteza
Me pergunto em desalento
Já nascente de alguém?
Ou é Deus que te traz?

Ala dos Reis

8.8.09

DEFININDO O PERFIL

"Doenças graves, doenças leves, problema psicoló gico grave, problema psicológico leve. Eu nem sei direito o que é isso, como eu posso ficar ponto sim ou não, eu não sei os planos de Deus pra ficar escolhendo assim. E eu não sei como meu filho é ou está pra por nessa ficha. E se com um desses "nãos" a gente afastou ele do nosso caminho?”



Meu pitaco pessoal, muito pessoal, sobre a dúvida acima, tão comum....

Existem muitos sentimentos dentro de quem busca a adoção, muitos conflitos a serem dirimidos, vários dos quais sequer sonhamos que existam.
Nós, pretendentes, temos a idéia de que nosso filho, aquele que a cegonha entregou em lugar errado, está nos esperando, cheio de esperança, aguardando os instantes de nosso reencontro.
Porém, acho que cabe a pergunta: “o que faz de uma criança meu filho??????”

Pode parecer loucura, mas a razão é simples: não existe a criança idealizada, aquela que vão soar as luzes ao ser apresentada a vc. Existe, sim, a sua vontade de fazer de uma criança seu filho, qualquer que seja esta criança. Vou tentar explicar melhor: outro dia, imaginando meu filho mais velho em um abrigo, eu fiquei muito triste. Acontece que se ele estivesse em um abrigo seria uma criança, mas não meu filho... ele é meu filho por tudo o que construímos juntos, será que deu para entender?

Por isso acho que a escolha do perfil não deve trazer culpa, mas sim refletir uma escolha pensada, já que cada um sabe de seus limites.
Fato é que quanto mais restrito for, pior a espera. Menina branca, RN, esquece que não existe tão fácil. Restringir idade, sexo e cor ao mesmo tempo realmente dificulta as coisas.
Agora, quando se trata de doenças creio que devemos pensar bem. Me desculpem os que alegam que se fosse bio não teria opção, acontece que é adotado e existe opção. Ponto.
Antes de dizer sim ou não, devemos pensar o que esta escolha efetivamente acarreta. Por exemplo: uma criança com PC significa que vc provavelmente vai ter que fazer sessões de fisioterapia. Uma criança surda, cega ou com down vai ter que estudar em escola especial (tem perto da sua casa?) Seu convênio cobre? Como vc vai lidar com as dificuldades desta criança no dia a dia, já pensou?

As crianças de adoção tardia normalmente precisam de ajuda psicológica. Vc tem disponibilidade de levar ao psicólogo? Está disposta a fazer terapia? E assim por diante......

Não quero dizer, em absoluto, que só devemos adotar crianças 0km, nunca. Quero dizer apenas que devemos pensar e repensar sobre nossas possibilidades.

11.6.08

Retornando...


Muitos de vocês não devem se lembrar de mim. Fiquei muito tempo afastada, repleta de questões pessoais para resolver, trabalho, filho, processos, enfim...

O resumo da minha história, ou melhor, da nossa história é o seguinte:
Me inscrevi no Conselho Tutelar da cidade onde eu morava, buscando adotar uma criança de 0 a 5 anos de idade, sem distinção de sexo, cor, etc. Ficamos exatos 9 meses aguardando algum contato, eis que no dia 6 de março de 2006, recebemos a ligação do Conselho Tutelar dizendo que havia um menino de 5 anos que se encontrava na Casa de Passagem com uma mãe social e que lá não poderia mais ficar e nem passar aquela noite. Eles estava a procura de uma família substituta.
Pegamos o carro e fomos para lá. Nos contaram uma história breve sobre o menino que sofria maus tratos diversos, explorações de todas as ordens, estava sub-nutrido, e se havia interesse de vermos a criança antes de decidirmos ficar com ela.
Na ocasião eu disse que não queria vê-lo antes, pedi apenas para me darem a papelada para assinar pois ele iria pra casa conosco, independente de quem ele fosse e como ele era. Assinei os papéis e fui buscar o menino.
Ele estava arrumadinho, com sua mochilinha nas costas nos esperando. Nos apresentaram como "tios" e ele tímido veio no meu colo e o trouxemos para casa. Aqui já estavam meus cunhados e minha irmã esperando por nós. E neste primeiro dia ele me chamou de mãe e o meu marido de pai. Era como se ele sempre estivesse aqui... Aquele, definitivamente, não era o primeiro dia, pois não era isso que o nosso sentimento dizia. No dia seguinte, ele acordou com um sorriso nos lábios.
Deste dia em diante, Natan está aqui pra sempre.
Meu filho, minha vida, meu amor.
Não o vi dar seus primeiros passos, mas o acompanhei quando começou a escrever as primeiras palavras.
Não presenciei quando começou a falar, mas o ajudei a aprender a ler.
Estive presente em todas as suas conquistas, desde as medalhas que ganhou nos campeonatos de natação (algumas em primeiro lugar) até quando aprendeu a amarrar seus cadarços sozinho.
Apesar de todas as dificuldades que passou antes de estar aqui, Natan é uma criança feliz, saudável, inteligente, que sabe brincar, sabe dividir, compartilhar, dar carinho.
Hoje, ele tem 7 anos e estamos com o processo de adoção completando quase 2 anos.
Em meio a este processo, a mãe biológica em primeira instância foi favorável a adoção, mas em seguida quis ter o filho de volta. Não me abalei porque sei com todo o meu coração que o Natan é o meu filho, que daqui só sairá no dia em que se casar... rs... ou quando for adulto e quiser ter sua independência. Não tenho medo de perdê-lo, pois ele é nosso e sempre foi de certa forma. Não há nada que abale ou consiga desfazer os laços que foram criados entre nós. Laços de sangue? Não! Laços de amor que são muito mais firmes e apertados.

Ontem, recebemos a notícia do nosso advogado de que o Juiz do caso é favorável a adoção e que agora falta muito pouco para finalizar todo este cansativo processo. No mais, não penso muito nisso, pois sei que tudo acabará bem para todos. O que penso todos os dias é em criar o meu filho para ser um homem de bem.

Beijos e desculpas por não estar tão ativa quanto gostaria.

- Mila Viegas, mãe do Natan (7 anos) -

18.5.08

A VERDADEIRA MATERNIDADE

Sou mãe de dois filhos adotivos e me irrito quando dizem que eles não são meus "filhos verdadeiros".
 
VOCÊ TEM TODA A RAZÃO de se irritar. Um doador de esperma, por acaso, é um pai "verdadeiro" ou é um simples masturbador de material genético? É claro que você vê orgulho nos pais biológicos que também desempenharam a paternidade. Seus filhos têm seus traços, seus trejeitos, suas heranças biológicas. Eles são pequenas miniaturas deles.
A mãe natureza quer esse vínculo, para o benefício das crias. A tolerância de pais biológicos para um "sangue ruim", que a loteria genética lhes produza, será maior do que a de pais adotivos.
Mas, afinal, o que são um pai e uma mãe "verdadeiros"? São aqueles que produzem as condições para que a criança se torne uma pessoa, um indivíduo. São aqueles que desempenharam funções de pai e de mãe (continuação do ventre é igual a nutrição; calor e proteção, função de mãe; apresentação suave para viver no mundo, função de pai). Todas podem ser desempenhadas pela pessoa, quem quer que seja, interessada na criança: mãe, pai, babás, avós, curadores de orfanatos etc.
Quando um embrião se torna um ser humano (desenvolve um sistema nervoso que o permite sentir alguma coisa), vai precisar dessas funções para se tornar uma pessoa. É um trabalho danado, um investimento amoroso enorme. A "verdade" está com quem toma para si tal empreendimento.

(texto escrito por Francisco Daudt, psicanalista, publicado na Revista da Folha em 27/04/08)

2.5.08

Neste artigo, a juíza Mônica Labuto fala sobre a adoção, tema que segundo ela: “é permeado por dúvidas, mitos e preconceitos”, esclarecendo alguns pontos que ainda não foram bem digeridos pela sociedade. De forma clara, a juíza explica como ocorrem as adoções e a importância de ter certeza na hora de adotar uma criança, informações que estão na cartilha lançada este ano em meio às comemorações do Dia Nacional da Adoção.


Ao ensejo das comemorações do Dia Nacional da Adoção – 25 de maio –, data reconhecida oficialmente em 07/05/2002, com a promulgação da Lei n° 10.447, de autoria do deputado catarinense João Matos, cumpre-nos traçar um panorama do relevante instituto jurídico que busca, em sua síntese, assegurar o direito de crianças e adolescentes à convivência familiar quando desassistidas por suas famílias de origem, envolvendo também questões psicológicas e sociais, dando um contorno maior do que simplesmente uma instituição jurídica, positivada em texto legal vigente.
O ato de adotar, muito mais do que uma instituição jurídica definida e regulada por lei, é a construção de uma família, sendo que “o que os pais adotivos fazem, na verdade, é transformar ‘crianças’ em ‘filhos’, reinventam a família, tornando a família adotiva, uma família inventada pela cultura e pelos afetos”, nas sábias palavras de Fernando Freire.
O tema adoção é permeado por dúvidas, mitos e preconceitos, que devem ser destacados e devidamente esclarecidos a fim de promover uma sólida reflexão sobre a realidade do ato de adotar, sendo certo que um dos aspectos é a preocupação de muitos com a questão da herança biológica na determinação do comportamento, o medo da revelação da condição de adotado, o receio quanto à adaptação de crianças nas adoções tardias, dúvidas quanto à adoção monoparental e por homossexuais, entre outros que integram as relações humanas.
Com o objetivo precípuo de esclarecer e desmistificar as questões pertinentes à adoção, o Fórum de Paracambi, por meio de seu Setor Técnico, organizado por esta magistrada, elaborou uma cartilha como ponto de partida ao processo de reflexão do instituto junto à população, abrangendo as dúvidas mais comuns, a legislação que rege a matéria, de forma clara e acessível, devendo-se gizar que apenas a informação não muda conceitos ou comportamentos, sendo necessário o uso de outros instrumentos que possibilitem a abran-gência que merece o tema, como, por exemplo, os Grupos de Apoio à Adoção, que são grupos formados por pais e filhos adotivos e outros interessados, que se reúnem buscando trocar experiências, refletir e discutir sobre a questão, oferecendo também esclarecimentos de forma continuada, nas várias etapas dessa vivência humana.
Cumpre-se salientar que, lamentavelmente, nem todas as comarcas contam com essa importante iniciativa, carecendo tais munícipes de mais informações e apoio acerca do tema adoção, trabalho realizado pelos Grupos de Apoio que também visam informar, divulgar e incentivar a adoção por vias legais.
Uma das conseqüências jurídicas mais importantes do processo de adoção é a perda do pátrio-poder pelos pais biológicos que, com isso, perdem todos os direitos e deveres que eventualmente teriam sobre o filho que restou adotado, dando aos pais adotivos, a contrario sensu, aqueles direitos a eles pertencentes, passando o adotado a ter, até, outro registro de nascimento, com os nomes dos pais adotantes, sendo vedada qualquer menção à adoção na nova certidão do adotado.
Deve-se salientar que em quaisquer relações humanas há conflitos e problemas de relacionamento decorrentes do convívio diário, sejam em uma família com filhos biológicos ou adotivos, devendo ser afastadas as observações do tipo “agiu assim por ser filho adotivo...”, o que é um erro gravíssimo, tendo em vista que o filho biológico também pode gerar conflitos e sofrer crises decorrentes das várias etapas do desenvolvimento, não se devendo creditar ao fato de ser adotado a ocorrência de problemas de convívio no relacionamento cotidiano.
Finalmente, muito ainda há para falar sobre tema tão amplo como a adoção, mas o certo é que ainda há um longo caminho a trilhar, buscando dirimir dúvidas e quebrar tabus que ainda recaem sobre o ato de adotar, que é, acima de tudo, um ato de amor, um momento de construção de uma família por meio de laços de afeto.